Uma vontade quase incontrolável de mandar tudo a puta que o pariu.
Uma vontade quase incontrolável de viver aquilo que realmente sinto desejo, que me consome até os ossos. Uma vontade quase incontrolável de viver minha própria vida e não aquela que é socialmente aceita.
Uma vontade quase incontrolável de gritar ao mundo, surdo, cego, mudo, que não é pecado viver. Não é pecado viver intensamente. Pecado é desperdiçar a vida vivendo a vida dos outros. Enterrando suas vontades. Sua felicidade.
Ah, se não fosse o quase...

Joice Buzzi

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