Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2015
Incontáveis vezes acessei este blog a fim de escrever alguma coisa a respeito de um assunto qualquer que viesse a mente. Uma ânsia em escrever me dominava, uma necessidade sem aparente razão. A razão das coisas costuma ser mesmo bem discreta, quando há alguma. No entanto, as palavras não fluíam como eu esperava. As ideias mantinham-se perdidas em algum canto da minha cabeça onde elas se reúnem e riem da minha incapacidade de expressá-las. Confesso que iniciei esse texto sem noção nenhuma de onde ele vai parar. O que é uma ótima metáfora para a vida. De qualquer forma, eu chamaria essas inúmeras tentativas de escrever sem sucesso de bloqueio poético, se eu tivesse ousadia suficiente para me considerar poeta ou escritora. Não tenho. Não sou. Por isso, foi apenas um bloqueio. Diante disso, julgo as palavras que agora escrevo como minha esperança de libertação. Escrevo agora para me despertar, porque algo em mim clama e eu preciso atender. O que? Eu não sei. Dizem os escritores que as...

Por Clarice Lispector

E depois de uma tarde de quem sou eu E de acordar a uma hora da madrugada em desespero... Eis que as três horas da madrugada eu me acordei E me encontrei Simplesmente isso: Eu me encontrei calma, alegre Plenitude sem fulminação Simplesmente isso Eu sou eu E você é você É lindo, é vasto Vai durar Eu sei mais ou menos O que vou fazer em seguida Mas por enquanto Olha pra mim e me ama Não Tu olhas pra ti e te amas É o que está certo. Clarice Lispector
"Não haja como se eu não tivesse lutado por você. Eu lutei, muito e por muito tempo, perdoe-me se agora estou cansada." personagem Blair Waldorf na série Gossip Girl
Gosto de escrever, mas tem dia que o sentimento não consegue ser traduzido. A vontade de dizer é tanta, que faltam palavras, faltam formas de dizer. As ideias ficam bagunçadas, não se arranjam. E para a comunicação se efetuar é preciso clareza. Clareza que eu não tenho. Clareza que me falta. Clareza que se perdeu em algum lugar onde as ideias fazem morada, se é que elas pertencem a algum lugar. Morar é pertencer? Diante da impossibilidade da escrita, me contento com essas poucas e vagas palavras, cheias de sentido e ao mesmo tempo sem nenhum. Paradoxos. Também gosto deles. Joice Buzzi

Contei meus anos...

Contei meus anos e percebi, se tudo correr como a expectativa sugere, que minha vida toda pode ser vivida novamente, com bônus de alguns anos a mais. Ao contrário do momento em que Rubem Alves escreveu o texto a seguir. No entanto, sinto a mesma ânsia que o acometeu com mais intensidade na idade em que ele se encontrava. Apesar de no momento presente eu ter o que se pode considerar "tempo de sobra", não quero desperdiça-lo com mediocridades. Por isso querido Rubens - me permita essa intimidade, mesmo que não esteja mais por aqui - faço das suas, minhas palavras. Porque mesmo na juventude, percebemos cada vez mais, que independente da idade que se tenha, o tempo sempre será curto e precisamos saborear todas as nossas jabuticabas. Não sabemos quando será a última. "Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas...

Que parte de mim sou eu

Que parte de mim sou eu e não o que querem que eu seja? Que parte de mim sou eu e não uma representação para ganhar aprovação social? Que parte de mim sou eu e não uma influência de valores sociais, culturais e familiares? Que parte de mim sou eu e não uma interferência cognitiva? Que parte de mim sou eu, dentro dessas partes que me compõem? Nessa busca pela parte que me cabe, parto-me em partes, para que eu possa partir em paz. Joice Buzzi