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Mostrando postagens de junho, 2017

Por Camila Cecílio

"aos vinte e oito Aos 28 a gente se dá conta de que muitas coisas mudam no escorrer dos anos. Cabelo, pele, roupas, gostos, perspectivas, planos e prioridades, em especial. Algumas decepções já não têm o mesmo peso que tinham aos 21. Alguns sonhos ficam guardados para dar lugar a novos caminhos possíveis. Clube da Esquina canta que eles, os sonhos, não envelhecem e também acho que não. Mas aos 28 a gente começa a querer coisas reais, a querer fazer e ver acontecer. Aos 28 a gente já gosta muito mais de gente que liga quando diz que vai ligar do que de que quem diz coisas bonitas e as mantém no campo das suposições. Aos 28 preferimos gente disponível, disposta a correr riscos por amor, paixão, loucura e brilho nos olhos – mesmo que cansados. Aos 28 nos damos conta de que é muito mais interessante jogar na roda, abrir o peito e dizer sim ou não, quero não quero, vou não vou, já é ou já foi, do que esconder emoções. Aos 28 a gente não tem pressa, mas também não quer perder tempo. No ...
"Se gostas de mim terás que sofrer com os meus pobres nervos de sensitiva em que as mãos mais delicadas não podem tocar sem fazer estremecer. Sou duma sensibilidade excessiva, aguda, profundíssima. Tudo me faz mal, e a sombra da frieza é para mim já o insuportável sofrimento." Florbela Espanca, in “Correspondência (1920)”
"Cada um de nós está só no mundo. Estamos presos numa torre de bronze e só conseguimos nos comunicar com o próximo por sinais, e os sinais não tem um valor comum, de forma que seu sentido é vago e incerto. Procuramos transmitir aos outros o tesouro do nosso coração, mas eles não têm o poder de aceitá-los, e assim seguimos solitários, lado a lado mas não juntos , incapazes de conhecer nossos semelhantes e sempre estranhos para eles. Somos como pessoas que vivem num país cuja língua conhecem tão pouco que, todas as maneiras para dizer coisas belas e profundas, ficam condenadas às banalidades da conversação por meio de gestos. Seus cérebros estão cheios de ideias, e só conseguem dizer que o guarda-chuva da tia do jardineiro está dentro de casa. " W. Somersert Maugham. In: Um gosto e seis vinténs.