Arte
Pego o notebook, sento na grama do jardim e espero a iluminação da divindade criativa me fazer uma visita. Sei que tenho algo a expressar, sinto que algo em mim quer falar e eu quero tanto deixar. Mas não sei que palavras eu uso, nem por onde começo. Talvez só o fato de me por aqui, em frente a essa página em branco, escrevendo algumas palavras sem sentido e finalidade, possa satisfazer essa vontade que me invade. A arte e a cultura servem para esse fim mesmo. Ainda que não produzam algo significativo para quem recebe, quem produz se satisfaz com o que é produzido. Ainda que não diga nada com nada, ainda que sejam apenas riscos e rabiscos. E é bom não questionar demais. Permitir-se me parece a melhor opção. Permito-me. Desculpe se ofendo os grandes, os verdadeiros poetas e pensadores. Estou tão longe de pretender isso. Só estou usando o que me cabe para obter um pouquinho de felicidade. No meio da dor de existir a gente tem que encontrar meios para se fazer feliz e evitar o despra...
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