"Diz Epicuro: “Se alguém não vê seus bens como vastíssimos, pode ser senhor do mundo e, contudo, é miserável”. Ou, se crês ser melhor enunciado do seguinte modo (com efeito, deve-se fazer isso para que preservemos não as palavras, mas o sentido): “Miserável é quem não se julga felicíssimo, ainda que governe o mundo”. Para que saibas ser essa ideia universal, sendo obviamente ditada pela Natureza, no poeta cômico a encontras: Não é feliz quem não crê sê-lo.
Que importa qual seja a tua condição se ela é mal vista por ti? “E então – indagas – se alguém declarasse feliz aquele que é rico da maneira mais torpe e que é senhor de muitos, mas escravo de muitos mais, sua sentença o faz feliz?” Não importa o que se diz, mas o que se sente. E não o que se sente uma vez, mas o que se sente continuamente. Não há razão para temer que um homem indigno atinja coisa de tamanha qualidade: só o sábio está contente com o que é seu. Toda tolice padece de repugnância por si mesma. Adeus"
Sêneca in CARTA A LUCÍLIO
Que importa qual seja a tua condição se ela é mal vista por ti? “E então – indagas – se alguém declarasse feliz aquele que é rico da maneira mais torpe e que é senhor de muitos, mas escravo de muitos mais, sua sentença o faz feliz?” Não importa o que se diz, mas o que se sente. E não o que se sente uma vez, mas o que se sente continuamente. Não há razão para temer que um homem indigno atinja coisa de tamanha qualidade: só o sábio está contente com o que é seu. Toda tolice padece de repugnância por si mesma. Adeus"
Sêneca in CARTA A LUCÍLIO
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