"Na vida encontramos alguns curingas que nos mostram que ela é muito mais do que aquilo que se vê.
Acordar as pessoas, dizer que é preciso que tenham sempre o olhar de um bebê, que admire a beleza da vida todos os dias de uma forma única, que só o curinga pode fazer, pois cada dia é um único dia.
Encontramos também a pessoa que é o "Às de Copas" e que ela está ali, para que você a tire do abismo, da ilha, daquele conjunto de cartas, pois ela não pertence a esse conjunto.
Embora, às vezes, apareça alguém para enfia-la de volta ao baralho... é preciso retira-la de lá.
Sempre haverá um curinga e uma Às de Copas.
É preciso que eles não se percam. Que se encontrem, não necessariamente um no outro, mas essencialmente em si mesmo, neste mundo que não é só mundo.
E mesmo que haja um tempo, acredite no que diz o autor da obra: "pois maior de tudo é o amor. E o tempo nem de longe consegue apagá-lo com a mesma rapidez com que apaga as lembranças."

Jostein Gaarder in O dia do curinga

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