Liberdade
Quando leio algo que verdadeiramente me identifico, que toca algo mais profundo da minha alma pela clareza das palavras ao expressar uma ideia ou um sentimento, minha vontade primária e fantasiosa é compartilhar a outro indivíduo integralmente o texto escrito e as sensações provocadas. Minha vontade é de sair por aí declamando como todos deveriam ler, entender e refletir o fragmento escrito.
Queria que as palavras eternizadas pudessem surtir o efeito de transformar, na prática, o ambiente atual em algo melhor, algo mais digno para humanidade e para convivência. Queria que pudessem entender a necessidade de desenvolvimento e liberdade do pensamento, só possíveis através da leitura e de bons professores do amor. E ainda entendessem que não é qualquer leitura que transforma, que abre mais espaço na mente para novas compreensões. Porque tem leitura que aprisiona, que restringe o raciocínio, queria que soubessem identificar a diferença.
Ah, mas quanta presunção a minha. Alguns poderiam dizer que é vaidoso demais desejar que outro alguém compartilhe na íntegra uma mesma ideia, a minha conclusão. Talvez seja. Com o tempo e as leituras você aprende a gostar, as vezes, do que pensa. Gosta de se olhar no espelho e verificar, por baixo de toda humanidade que nos encaminha para o erro, a bondade de um coração que não só bate, mas se emociona.
Aliás, minha pretensão utópica não vai tão longe. Não desejo que os indivíduos pensem iguais, isso seria contraditório ao anseio de liberdade. Desejo, tão somente, que leiam e reflitam, porque o pensamento tem tudo a ver com a ação. Quem despreza a teoria, desconhece o poder transformador de uma prática pensada, age por agir, age porque aprendeu agindo. Mas isso não é tudo, assim como não é tudo só entender, por entender. A inteligência é o valor que transforma o que se entende em novas possibilidades, em ação. É de ação que o mundo precisa, ação consciente.
E é com esses desejos que eu sigo, descobrindo novas leituras e novas compreensões. Desejando aquilo que eu quero pra mim, aquilo que eu suponho ser bom: a liberdade de poder pensar com a própria cabeça.
Joice Buzzi
Queria que as palavras eternizadas pudessem surtir o efeito de transformar, na prática, o ambiente atual em algo melhor, algo mais digno para humanidade e para convivência. Queria que pudessem entender a necessidade de desenvolvimento e liberdade do pensamento, só possíveis através da leitura e de bons professores do amor. E ainda entendessem que não é qualquer leitura que transforma, que abre mais espaço na mente para novas compreensões. Porque tem leitura que aprisiona, que restringe o raciocínio, queria que soubessem identificar a diferença.
Ah, mas quanta presunção a minha. Alguns poderiam dizer que é vaidoso demais desejar que outro alguém compartilhe na íntegra uma mesma ideia, a minha conclusão. Talvez seja. Com o tempo e as leituras você aprende a gostar, as vezes, do que pensa. Gosta de se olhar no espelho e verificar, por baixo de toda humanidade que nos encaminha para o erro, a bondade de um coração que não só bate, mas se emociona.
Aliás, minha pretensão utópica não vai tão longe. Não desejo que os indivíduos pensem iguais, isso seria contraditório ao anseio de liberdade. Desejo, tão somente, que leiam e reflitam, porque o pensamento tem tudo a ver com a ação. Quem despreza a teoria, desconhece o poder transformador de uma prática pensada, age por agir, age porque aprendeu agindo. Mas isso não é tudo, assim como não é tudo só entender, por entender. A inteligência é o valor que transforma o que se entende em novas possibilidades, em ação. É de ação que o mundo precisa, ação consciente.
E é com esses desejos que eu sigo, descobrindo novas leituras e novas compreensões. Desejando aquilo que eu quero pra mim, aquilo que eu suponho ser bom: a liberdade de poder pensar com a própria cabeça.
Joice Buzzi
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